sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Carta de amor

Amor,

Esta tarde tenho tido imenso que fazer. Mas não tem sido nada fácil, porque não me sai da cabeça as tuas últimas palavras. Por isso, tenho que te escrever, nem que seja algumas linhas e, desta maneira, provar-te que te não esqueço (como se fosse possível alguma vez eu esquecer-te!) e te quero tanto.

Saíste ontem de casa, já noite dentro, deixando um vazio fúnebre que me gelou a alma e desfez o coração. Não consegui deitar-me e muito menos adormecer. Esperei que voltasses atrás, mas isso não aconteceu. O frio da tua ausência acompanhou-me na escuridão e ainda nem se quer se despediu!...

Peço-te perdão por te amar e invadir o teu espaço, mas o que sinto é uma doce canção que conheces bem, dos momentos que senti à sombra das tuas carícias, sorvendo da tua boca o sabor do teu sorriso.

Acusas-me de não te amar o suficiente, mas posso dizer que o sentimento que ofereço não traz o encantamento das promessas, nem as misteriosas palavras dos véus da alma... É uma quietude voraz, um turbilhão de carícias, uma tempestade de bem-querer! E só te pede que repouses serena, muito serena e deixes que os lábios apaixonados da noite encontrem sem fatalidade o olhar enamorado da madrugada.

Espero que me compreendas, me aceites de novo e voltes logo, não suporto mais a saudade.



Beijo Apaixonado

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