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sábado, 14 de abril de 2012

À Noite



Vagueio na noite, faminto como um lobo

Trilho ruelas e calçadas à cata de sangue

Das quimeras e de mais fantasias…

Afogo a ânsia nas poças lamacentas de vidas

E vago sem rumo, com lábios ensanguentados

Das promessas vazias, inolentes e sem cor.

Pressinto o odor luxuriante dos ventres,

Entre gritos e obscenidades exsudadas,

E parto acorrentado à sede de um só desejo…

Mergulhar na seiva dos teus quadris

Cálidos, lascivos e ondulantes,

Oásis dos meus mais libidinosos desejos.

Deixo o rasto das garras marcadas

Em solo negro calcado pelo desejo

Na vontade de tragar os teus ocultos silêncios.

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